A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
17,1-6
Naqueles dias,
o profeta Elias, tesbita de Tesbi de Galaad,
disse a Acab:
“Pela vida do Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo,
não haverá nestes anos nem orvalho nem chuva,
senão quando eu disser!”
E a palavra do Senhor foi dirigida a Elias
nestes termos:
“Parte daqui e toma a direção do oriente.
Vai esconder-te junto à torrente de Carit,
que está defronte ao Jordão.
Lá beberás da torrente.
E eu ordenei aos corvos que te deem alimento”.
Elias partiu e fez como o Senhor lhe tinha ordenado,
e foi morar junto à torrente de Carit,
que está defronte ao Jordão.
Os corvos traziam-lhe pão e carne,
tanto de manhã como de tarde,
e ele bebia da torrente.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
5,1-12
Naquele tempo,
vendo Jesus as multidões,
subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
e Jesus começou a ensiná-los:
“Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus:
Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós
quando vos injuriarem e perseguirem
e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós,
por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
Do mesmo modo perseguiram
os profetas que vieram antes de vós”.
As palavras dos Papas
No monte, Cristo entrega aos discípulos a nova lei, não já aquela escrita em pedras, mas nos corações: é uma lei que renova a nossa vida, tornando-a boa, mesmo quando para o mundo parece fracassada e miserável. Só Deus pode verdadeiramente chamar de bem-aventurados os pobres e os aflitos (cf. vv. 3-4), porque Ele é o bem supremo que se doa a todos com amor infinito. Só Deus pode saciar aqueles que buscam paz e justiça (cf. vv. 6.9), porque Ele é o justo juiz do mundo, autor da paz eterna. Só em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria (vv. 5.7-8), porque Ele é a realização da sua expectativa. Na perseguição, Deus é fonte de redenção; na mentira, é âncora da verdade. Por isso, Jesus proclama: «Exultai e alegrai-vos» (v. 12). Estas Bem-aventuranças permanecem um paradoxo apenas para aqueles que acreditam que Deus é diferente do modo como Cristo o revela. Quem espera que os prepotentes continuarão sempre senhores da terra, surpreende-se com as palavras do Senhor. Quem se acostuma a pensar que a felicidade pertence aos ricos, pode acreditar que Jesus é um iludido. Mas a ilusão está precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que com todos partilha a sua vida, o manso que persevera na dor, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz. É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos. (Papa Leão XIV, Angelus de 1º de fevereiro de 2026)
