A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Carta aos Gálatas
2,19-20
Quanto a mim, foi através da Lei que eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui morto na cruz com Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. E esta vida que agora vivo, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
13,10-17
Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que deem mais fruto ainda. Vocês já estão limpos por causa da palavra que eu lhes falei. Fiquem unidos a mim, e eu ficarei unido a vocês. O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Vocês também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim. Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada. Quem não fica unido a mim será jogado fora como um ramo e secará. Esses ramos são ajuntados, jogados no fogo e queimados.”‘Se vocês ficam unidos a mim e minhas palavras permanecem em vocês, peçam o que quiserem e será concedido a vocês. A glória de meu Pai se manifesta quando vocês dão muitos frutos e se tornam meus discípulos.
As palavras dos Papas
Os ramos estão unidos à videira e dela extraem o alimento, de modo a fazer brotar e crescer o “fruto”. Da mesma forma, os discípulos estão unidos ao Senhor e, graças a esta união existencial, podem agir espiritualmente e dar fruto: “Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim’ (Jo 15, 4). Os ramos não têm vida própria: vivem apenas se permanecerem unidos à videira que os fez nascer. A vida deles se identifica com a da videira. Uma única seiva corre entre uma e outros; videira e ramos dão o mesmo fruto. Existe entre eles, portanto, um vínculo indissolúvel, que simboliza muito bem aquele existente entre Jesus e os seus discípulos: ‘Permanecei em mim e eu em vós’ (Jo 15, 4) Se os ramos têm todos em comum com a videira a mesma seiva, eles estão também ligados entre si por uma comunhão mútua. Deste ser em comunhão de vida deriva a exigência da comunhão no amor: “Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12). Um amor forte, que não conhece limitações nem fronteiras, e que Jesus coloca em relação com a sua morte sofrida para redimir os “amigos”, os discípulos que acreditaram n’Ele: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). (São João Paulo II, Audiência Geral de 25 de janeiro de 1995)
