A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
4,1-5
Irmãos:
Que todo o mundo nos considere
como servidores de Cristo
e administradores dos mistérios de Deus.
A este respeito,
o que se exige dos administradores
é que sejam fiéis.
Quanto a mim,
pouco me importa ser julgado por vós
ou por algum tribunal humano.
Nem eu me julgo a mim mesmo.
É verdade que a minha consciência
não me acusa de nada.
Mas não é por isso
que eu posso ser considerado justo.
Quem me julga é o Senhor.
Portanto, não queirais julgar antes do tempo.
Aguardai que o Senhor venha.
Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas
e manifestará os projetos dos corações.
Então, cada um receberá de Deus
o louvor que tiver merecido.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
5,33-39
Naquele tempo,
os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus:
“Os discípulos de João,
e também os discípulos dos fariseus,
jejuam com frequência e fazem orações.
Mas os teus discípulos comem e bebem”.
Jesus, porém, lhes disse:
“Os convidados de um casamento podem fazer jejum
enquanto o noivo está com eles?
Mas dias virão em que o noivo
será tirado do meio deles.
Então, naqueles dias, eles jejuarão”.
Jesus contou-lhes ainda uma parábola:
“Ninguém tira retalho de roupa nova
para fazer remendo em roupa velha;
senão vai rasgar a roupa nova,
e o retalho novo não combinará com a roupa velha.
Ninguém coloca vinho novo em odres velhos;
porque, senão, o vinho novo
arrebenta os odres velhos e se derrama;
e os odres se perdem.
Vinho novo deve ser colocado em odres novos.
E ninguém, depois de beber vinho velho,
deseja vinho novo;
porque diz: o velho é melhor”.
As palavras dos Papas
O vinho novo deve ser derramado em odres novos. Eis a novidade do Evangelho. Que nos traz o Evangelho? Alegria e novidade. Estes doutores da lei atinham-se aos seus mandamentos, às suas prescrições. São Paulo, falando deles, nos diz que antes que a fé chegasse — ou seja Jesus — todos nós estávamos guardados como prisioneiros sob a lei. Mas esta lei não era má: custodiados mas presos, na expectativa que a fé chegasse. Exatamente aquela fé que teria sido revelada em Jesus. (…) Jesus disse: eu não venho fechar a lei, mas levá-la à sua plenitude. E a plenitude da lei, por exemplo, são as bem-aventuranças, a lei do amor, o amor total, como Jesus nos amou. Quando Jesus repreende estas pessoas, estes doutores da lei, repreende-os por não terem guardado o povo com a lei, mas por o terem tornado escravo de tantas pequenas leis, de tantas pequenas coisas que deviam fazer. (…) São Paulo distingue bem: filhos da lei e filhos da fé. Ao vinho novo, odres novos. Por isso a Igreja pede, a todos nós, algumas mudanças. Pede que ponhamos de lado as estruturas caducas: não servem! E que procuremos odres novos, os do Evangelho. Não se pode compreender a mentalidade, por exemplo, destes doutores da lei, destes teólogos fariseus, com o espírito do Evangelho. São coisas diversas. O estilo do Evangelho é diverso, que leva à plenitude da lei! Sim! Mas de maneira nova: é o vinho novo, em odres novos. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta de 5 de setembro de 2014)
