A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Profecia de Miquéias
7,14-15.18-20
Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade,
o rebanho de tua propriedade,
os habitantes dispersos pela mata
e pelos campos cultivados;
que eles desfrutem a terra de Basã e Galaad,
como nos velhos tempos.
E, como foi nos dias
em que nos fizeste sair do Egito,
faze-nos ver novos prodígios.
Qual Deus existe, como tu,
que apagas a iniquidade
e esqueces o pecado
daqueles que são resto de tua propriedade?
Ele não guarda rancor para sempre,
o que ama é a misericórdia.
Voltará a compadecer-se de nós,
esquecerá nossas iniquidades
e lançará ao fundo do mar
todos os nossos pecados.
Tu manterás fidelidade a Jacó
e terás compaixão de Abraão,
como juraste a nossos pais,
desde tempos remotos.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
12,46-50
Naquele tempo,
enquanto Jesus estava falando às multidões,
sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora,
procurando falar com ele.
Alguém disse a Jesus:
“Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora,
e querem falar contigo”.
Jesus perguntou àquele que tinha falado:
“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”
E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse:
“Eis minha mãe e meus irmãos.
Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai,
que está nos céus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
As palavras dos Papas
Esta palavra de Jesus, se pensarmos bem, gera uma nova maneira de entender a família. Estão vendo? No início, eu me dirigi a vocês chamando-os de “irmãos e irmãs”. Não é apenas uma fórmula, uma força de expressão convencional. Não. É uma realidade, uma realidade nova gerada por Jesus Cristo. E, como eu lhes dizia, esta palavra de Jesus renovou radicalmente a família, de modo que o vínculo mais forte, mais importante para nós, cristãos, não é mais o de sangue, mas é o amor de Cristo. O seu amor transforma a família, liberta-a das dinâmicas do egoísmo, que derivam da condição humana e do pecado; liberta-a e a enriquece com um vínculo novo, ainda mais forte, porém livre, não dominado pelos interesses e pelas convenções do parentesco, mas animado pela gratidão, pelo reconhecimento, pelo serviço mútuo. (…) As raízes são importantes! E nós damos graças a Deus pelo dom da vida e por aqueles que a transmitiram a nós. Mas, acima de tudo, damos graças porque Jesus Cristo nos chamou para fazer parte da sua família, na qual o que importa é fazer a vontade do Pai que está nos céus. (Papa Francisco, discurso aos peregrinos de Asti, 5 de maio de 2023)
