Reflexão do Pároco de 28/3/2026

Reflexão do Pároco. Reflexão do Pároco.

Sábado – 5ª Semana da Quaresma
28 de Março de 2026


Leituras do Dia com Resumo
Primeira Leitura – Ezequiel 37, 21-28
O profeta Ezequiel anuncia uma promessa de esperança ao povo que vive a dor do exílio. Israel tinha sido disperso por causa da infidelidade e da idolatria, mas Deus promete reunir novamente o seu povo, restaurar a unidade e conduzi-lo sob a guia de um só pastor. O Senhor quer estabelecer uma aliança eterna, habitar no meio do seu povo e devolver-lhe a paz. A presença de Deus será o sinal de que Israel é verdadeiramente o povo santificado pelo Senhor. Assim se realiza a promessa cheia de ternura: “Serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”
Salmo Responsorial – Jeremias 31, 10.11-12ab.13 (R. cf. 10d)
O salmo proclama a alegria da libertação e do regresso do povo disperso. Deus aparece como o pastor que reúne, protege e conduz o seu povo, transformando a tristeza em alegria e restaurando a esperança dos que estavam longe.

Evangelho – João 11, 45-56
Após o grande sinal da ressurreição de Lázaro, muitos começam a acreditar em Jesus, mas os líderes religiosos ficam preocupados com a influência crescente de Cristo. Temendo perder poder e provocar a reação dos romanos, decidem eliminá-lo. O sumo sacerdote Caifás afirma que é melhor que um só homem morra pelo povo do que pereça a nação inteira. Sem perceber plenamente, ele acaba por profetizar a missão de Jesus: dar a vida para reunir os filhos de Deus dispersos. A partir desse momento, a decisão de matar Jesus marca o início do caminho que conduzirá à sua Paixão.__________________________
Mensagem Central
A Palavra de Deus revela que o projeto de Deus é reunir, salvar e restaurar o seu povo, mesmo quando os homens agem por medo, egoísmo ou cegueira espiritual. Aquilo que parecia derrota – a morte de Jesus – torna-se, na verdade, o caminho da salvação e da unidade para toda a humanidade.


Homilia (Texto Pastoral – cerca de 2 minutos)
Neste sábado da quinta semana da Quaresma, a Palavra de Deus coloca diante de nós duas reações muito diferentes das pessoas: fé e a falta de fé (corações e mentes fechadas). Na primeira leitura, Deus promete reunir o seu povo disperso, restaurar a unidade e viver para sempre no meio dele. É uma promessa de amor e fidelidade. Mesmo quando o povo falha, Deus não desiste. Ele quer reconstruir, reconciliar e dar um futuro novo.
No Evangelho, porém, vemos o contrário. Depois da ressurreição de Lázaro, um sinal extraordinário de vida, os chefes religiosos não se deixam tocar pela verdade. Em vez de se alegrarem, deixam-se dominar pelo medo e pela preocupação de perder o poder. E então decidem matar Jesus.
Mas é justamente nesse momento que acontece algo surpreendente. Caifás diz: “É melhor que um só homem morra pelo povo.” Ele pensa em resolver um problema político, mas sem saber está a anunciar o plano de Deus. Jesus realmente morrerá pelo povo. A sua morte não será derrota, mas salvação. Na cruz, Ele dará a vida para reunir todos os filhos de Deus e abrir para nós o caminho da vida eterna.
À medida que nos aproximamos da Semana Santa, o Evangelho convida-nos a olhar para o nosso próprio coração. Também nós podemos, às vezes, resistir à verdade, por orgulho, por medo de mudar ou por apego às nossas seguranças.
A Quaresma é precisamente este tempo de decisão. Somos chamados a escolher a luz de Cristo, a deixar que Ele transforme o nosso coração e nos reúna no amor e na unidade.



Aplicação Pastoral para a Vida
1.⁠ ⁠Escolher a luz de Cristo – A Palavra de hoje convida-nos a abandonar o orgulho, a inveja e os julgamentos, abrindo o coração à verdade de Jesus.
2.⁠ ⁠Promover a unidade – Cristo morreu para reunir os filhos de Deus. Também nós somos chamados a ser instrumentos de reconciliação nas famílias, nas comunidades e na sociedade.
3.⁠ ⁠Preparar o coração para a Páscoa – Aproximando-nos da Semana Santa, renovemos a nossa fé em Cristo, que entrega a sua vida para nos dar a vida eterna.
Que esta Quaresma nos ajude a reconhecer que Jesus é o verdadeiro Pastor que reúne o seu povo e nos conduz à vida, para que possamos celebrar a Páscoa com um coração renovado e cheio de esperança.