10º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A
7 de Junho de 2026
Leituras do Dia
• Primeira Leitura: Os 6,3-6
• Salmo Responsorial: Sl 49(50)
• Segunda Leitura: Rm 4,18-25
• Evangelho: Mt 9,9-13
Tema da Celebração
“Quero misericórdia e não sacrifício”
Resumo das Leituras
Primeira Leitura – Oseias 6,3-6
O profeta Oseias denuncia uma religiosidade superficial e incoerente. O povo oferecia sacrifícios e participava do culto, mas seu coração estava longe de Deus. Por isso, o Senhor proclama uma das frases mais importantes de toda a Escritura: “Quero amor e não sacrifícios; conhecimento de Deus mais do que holocaustos.” Deus deseja uma fé que se traduza em amor, fidelidade e compromisso com a sua vontade.
Salmo Responsorial – Salmo 49(50)
O salmo recorda que Deus não necessita de ofertas materiais, pois tudo lhe pertence. O verdadeiro culto consiste na gratidão, na fidelidade e na vida coerente. O Senhor convida seu povo a oferecer um sacrifício de louvor e a caminhar na justiça.
Segunda Leitura – Romanos 4,18-25
São Paulo apresenta Abraão como modelo da fé. Mesmo quando tudo parecia impossível, ele acreditou na promessa de Deus. Sua confiança não se apoiava nas circunstâncias humanas, mas na fidelidade divina. Abraão torna-se exemplo para todos os cristãos chamados a viver uma fé perseverante e cheia de esperança.
Evangelho – Mateus 9,9-13
Jesus chama Mateus, um cobrador de impostos considerado pecador público. Sem julgá-lo, dirige-lhe um convite simples e transformador: “Segue-me.” Depois, senta-se à mesa com pecadores e publicanos, revelando que veio para salvar aqueles que reconhecem sua necessidade de conversão. O Evangelho culmina com a declaração: “Eu quero misericórdia e não sacrifício.”
Mensagem Central
A liturgia deste domingo nos ensina que Deus deseja um coração misericordioso mais do que práticas religiosas vazias. A verdadeira fé não se reduz a ritos externos, mas manifesta-se na acolhida, no perdão, na caridade e na confiança inabalável em Deus. O Senhor chama cada pessoa, independentemente do seu passado, a levantar-se e segui-Lo no caminho da conversão e da santidade.
Homilia 2 minutos
“Quero misericórdia e não sacrifício.” (Mt 9,13)
Meus irmãos e irmãs,
A Palavra de Deus deste domingo nos recorda que o Senhor olha muito mais para o nosso coração do que para as aparências. Por meio do profeta Oseias, Deus nos diz: “Quero misericórdia e não sacrifício.” Isso significa que a verdadeira religião não consiste apenas em cumprir ritos e práticas externas, mas em viver o amor, o perdão e a compaixão no dia a dia.
No Evangelho, Jesus chama Mateus, um cobrador de impostos considerado pecador e excluído pela sociedade. Enquanto muitos viam apenas seus erros, Jesus viu nele um discípulo. Com um simples convite — “Segue-me” — transforma completamente a sua vida. Mateus levanta-se, deixa para trás o passado e inicia um caminho novo de conversão.
Esse Evangelho nos ensina que ninguém está excluído da misericórdia de Deus. O Senhor continua passando por nossa vida e chamando cada um de nós. Não importa o passado, as quedas ou as fraquezas; Deus sempre oferece uma nova oportunidade para recomeçar.
São Paulo, na segunda leitura, apresenta Abraão como modelo de fé. Mesmo diante das dificuldades, ele acreditou na promessa de Deus e esperou contra toda esperança. Também nós somos chamados a confiar no Senhor, especialmente nos momentos difíceis da vida.
Hoje, Jesus nos convida a abandonar os julgamentos, a acolher os irmãos com misericórdia e a reconhecer que todos precisamos da graça de Deus. A Igreja deve ser uma casa de portas abertas, onde os feridos encontram cura, os pecadores encontram perdão e todos encontram esperança.
Que nesta Eucaristia acolhamos o olhar misericordioso de Cristo e, como Mateus, tenhamos a coragem de nos levantar e segui-Lo com alegria.
Que a Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, nos ajude a viver uma fé sincera, feita de amor, acolhida e confiança em Deus.
Amém.
Aplicação Pastoral para a Vida
A Palavra de Deus nos convida hoje a atitudes concretas:
• Exame de consciência: Nossa fé nasce de um amor verdadeiro por Deus ou tornou-se apenas um hábito religioso?
• Acolhida sem preconceitos: Somos chamados a abrir espaço para os pobres, os sofredores, os afastados e todos aqueles que precisam experimentar o amor de Deus.
• Reconhecimento da própria fragilidade: Somente quem reconhece sua necessidade de conversão pode acolher a misericórdia divina.
• Prática das obras de misericórdia: A fé deve transformar-se em gestos concretos de perdão, solidariedade, escuta, acolhida e caridade.
Conclusão
Meus irmãos e irmãs, neste domingo somos convidados a redescobrir o rosto misericordioso de Deus. Um Deus que não se cansa de nos chamar, de nos oferecer novas oportunidades e de sentar-se à nossa mesa, independentemente do nosso passado.
Nesta Eucaristia somos como aqueles pecadores reunidos na casa de Mateus. Sentamo-nos à mesa com Jesus não porque somos perfeitos, mas porque precisamos dele. Viemos como doentes que procuram o Médico Divino. Viemos como pecadores que necessitam da misericórdia do Pai.
Que a exemplo da Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, saibamos acolher a Palavra de Deus em nosso coração e transformá-la em estilo de vida. E que a nossa resposta ao Senhor seja semelhante à de Mateus: um levantar-se decidido para seguir Jesus no caminho da santidade, da alegria e do amor.
Amém.
