Terça-feira, 2ª Semana do Tempo Comum
A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura do Segundo Livro dos Reis
19,9b-11.14-21.31-35a.36
Naqueles dias,
Senaquerib, rei da Assíria, enviou de novo
mensageiros a Ezequias para dizer-lhe:
“Não te seduza o teu Deus, em quem confias,
pensando: ‘Jerusalém não será entregue
nas mãos do rei dos assírios’.
Porque tu mesmo tens ouvido
o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações
e como as devastaram.
Só tu te vais salvar?”
Ezequias tomou a carta da mão dos mensageiros e leu-a.
Depois subiu ao templo do Senhor,
estendeu a carta diante do Senhor
e, na presença do Senhor, fez a seguinte oração:
“Senhor, Deus de Israel,
que estás sentado sobre os querubins!
Tu és o único Deus de todos os reinos da terra.
Tu fizeste o céu e a terra.
Inclina o teu ouvido, Senhor e ouve.
Abre, Senhor, os teus olhos e vê.
Ouve todas as palavras de Senaquerib,
que mandou emissários para insultar o Deus vivo.
É verdade, Senhor,
que os reis da Assíria
devastaram as nações e seus territórios;
lançaram os seus deuses ao fogo,
porque não eram deuses,
mas obras das mãos dos homens, de madeira e pedra,
por isso os puderam destruir.
Mas agora, Senhor, nosso Deus,
livra-nos de suas mãos,
para que todos os reinos da terra
saibam que só tu, Senhor, és Deus”.
Então Isaías, filho de Amós,
mandou dizer a Ezequias:
“Assim fala o Senhor, Deus de Israel:
Ouvi a prece que me dirigiste
a respeito de Senaquerib, rei da Assíria.
Eis o que o Senhor disse dele:
‘A virgem filha de Sion despreza-te e zomba de ti.
A filha de Jerusalém meneia a cabeça nas tuas costas.
Pois um resto sairá de Jerusalém,
e sobreviventes, do monte Sião.
Eis o que fará o zelo do Senhor Todo-poderoso’.
Por isso, assim diz o Senhor
acerca do rei da Assíria:
‘Ele não entrará nesta cidade,
nem lançará nenhuma flecha contra ela,
nem a assaltará com escudo,
nem a cercará com trincheira alguma.
Pelo caminho, por onde veio, há de voltar,
e não entrará nesta cidade, diz o Senhor.
Protegerei esta cidade e a salvarei
em atenção a mim mesmo e ao meu servo Davi'”.
Naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor
e exterminou no acampamento assírio
cento e oitenta e cinco mil homens.
Senaquerib, rei da Assíria,
levantou acampamento e partiu.
Voltou para Nínive e aí permaneceu.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
7,6.12-14
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
“Não deis aos cães as coisas santas,
nem atireis vossas pérolas aos porcos;
para que eles não as pisem com os pés
e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
Tudo quanto quereis que os outros vos façam,
fazei também a eles.
Nisto consiste a Lei e os Profetas.
Entrai pela porta estreita,
porque larga é a porta
e espaçoso é o caminho que leva à perdição,
e muitos são os que entram por ele!
Como é estreita a porta
e apertado o caminho que leva à vida!
E são poucos os que o encontram”!
As palavras dos Papas
À primeira vista, esta imagem suscita em nós algumas questões: se Deus é o Pai do amor e da misericórdia, que permanece sempre de braços abertos para nos acolher, por que razão Jesus diz que a porta da salvação é estreita? O Senhor não quer, certamente, desanimar-nos. As suas palavras servem, antes de mais nada, para abalar a presunção daqueles que pensam que já estão salvos, daqueles que praticam a religião e, por isso, se sentem tranquilos. Na realidade, eles não compreenderam que não basta realizar atos religiosos se estes não transformam o coração: o Senhor não quer um culto separado da vida e não lhe são agradáveis sacrifícios e orações que não nos levam a viver o amor aos irmãos e a praticar a justiça. (…) A nossa fé é autêntica quando envolve toda a nossa vida, quando se torna um critério para as nossas escolhas, quando nos torna mulheres e homens que se comprometem com o bem e apostam no amor, tal como fez Jesus; Ele não escolheu o caminho fácil do sucesso ou do poder, mas, para nos salvar, amou-nos até atravessar a “porta estreita” da Cruz. Ele é a medida da nossa fé, Ele é a porta que devemos atravessar para sermos salvos (cf. Jo 10, 9), vivendo o seu amor e tornando-nos, com a própria vida, agentes de justiça e paz. (Papa Leão XIV, Angelus de 24 de agosto de 2025)
