Sexta-feira, 5ª Semana da Páscoa
A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura dos Atos dos Apóstolos
15,22-31
Naqueles dias,
pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos,
de acordo com toda a comunidade de Jerusalém,
escolher alguns da comunidade
para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.
Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas,
que eram muito respeitados pelos irmãos.
Através deles enviaram a seguinte carta:
“Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos,
saudamos os irmãos vindos do paganismo
e que estão em Antioquia
e nas regiões da Síria e da Cilícia.
Ficamos sabendo que alguns dos nossos
causaram perturbações com palavras
que transtornaram vosso espírito.
Eles não foram enviados por nós.
Então decidimos, de comum acordo,
escolher alguns representantes
e mandá-los até vós,
junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo,
homens que arriscaram suas vidas
pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso, estamos enviando Judas e Silas,
que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem.
Porque decidimos, o Espírito Santo e nós,
não vos impor nenhum fardo,
além destas coisas indispensáveis:
abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos,
do sangue, das carnes de animais sufocados
e das uniões ilegítimas.
Vós fareis bem se evitardes essas coisas.
Saudações!”
Depois da despedida,
Judas e Silas foram para Antioquia,
reuniram a assembleia e entregaram a carta.
A sua leitura causou alegria,
por causa do estímulo que trazia.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
15,12-17
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
“Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros,
assim como eu vos amei.
Ninguém tem amor maior
do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.
Já não vos chamo servos,
pois o servo não sabe o que faz o seu senhor.
Eu chamo-vos amigos,
porque vos dei a conhecer
tudo o que ouvi de meu Pai.
Não fostes vós que me escolhestes,
mas fui eu que vos escolhi
e vos designei para irdes e para que produzais fruto
e o vosso fruto permaneça.
O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá.
Isto é o que vos ordeno:
amai-vos uns aos outros”.
As palavras dos Papas
No seu longo discurso de despedida dos discípulos, Jesus diz assim: «Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas foi Eu que vos escolhi e vos constituí, para irdes e dardes fruto, e para que o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda» (Jo 15, 15-16). Mas trata-se de um cheque em branco: “Tudo o que pedirdes ao meu Pai em meu nome, Eu vo-lo concederei”!
Deus é o amigo, o aliado, o esposo. Na oração pode-se estabelecer uma relação de confiança com Ele, a ponto que no “Pai-Nosso” Jesus nos ensinou a dirigir-lhe uma série de pedidos. A Deus podemos pedir tudo, tudo; explicar tudo, contar tudo. Não importa se no nosso relacionamento com Deus nos sentimos em falta: não somos bons amigos, não somos filhos agradecidos, não somos esposos fiéis. Ele continua a amar-nos. (…) Deus está sempre perto da porta do nosso coração e espera que lhe abramos. E às vezes bate à porta do coração, mas não é indiscreto: espera. A paciência de Deus conosco é a paciência de um pai, de alguém que nos ama muito. Diria que é a paciência de um pai e ao mesmo tempo de uma mãe. Sempre perto do nosso coração, e quando bate à porta, fá-lo com ternura e com muito amor. (Papa Francisco, Audiência Geral de 13 de maio de 2020)
