Homilia – Segunda-feira da Oitava da Páscoa
6 de abril de 2026
Leituras do Dia – com Breve Resumo
Primeira Leitura: Atos 2,14.22-33
São Pedro, cheio do Espírito Santo, proclama o primeiro anúncio da fé cristã: Jesus de Nazaré realizou sinais e prodígios, foi rejeitado e crucificado pelos homens, mas Deus o ressuscitou dos mortos. A Ressurreição confirma que tudo aconteceu conforme o plano de Deus anunciado nas Escrituras. Assim, os apóstolos tornam-se testemunhas desta verdade e anunciam ao mundo que a morte não teve a última palavra.
Salmo Responsorial: Salmo 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11
O salmista expressa confiança total em Deus, reconhecendo que Ele é o seu refúgio e sua herança. O salmo anuncia profeticamente que Deus não abandonará o seu fiel à morte, preparando o caminho para compreender a Ressurreição de Cristo e a vida que Deus promete aos que nele confiam.
Evangelho: Mateus 28,8-15
O Evangelho apresenta duas reações diante do túmulo vazio. As mulheres encontram Jesus ressuscitado e, cheias de alegria, recebem a missão de anunciar a Boa Nova aos discípulos. Ao mesmo tempo, os guardas e os chefes do povo tentam espalhar uma mentira para negar a Ressurreição. Assim, o Evangelho mostra que a Ressurreição é motivo de fé e alegria para quem acredita, mas também sinal de contradição para quem a rejeita.
Mensagem Central
A Ressurreição de Cristo é a fonte da verdadeira alegria e da missão cristã: quem encontra o Ressuscitado torna-se testemunha da vida nova.
Homilia (Texto Pastoral)
Queridos irmãos e irmãs,
A Igreja ainda vive a grande alegria da Páscoa. Durante toda esta semana celebramos a Oitava da Páscoa, como se fosse um único grande dia de festa, porque Cristo venceu a morte e abriu para nós o caminho da vida nova.
Na primeira leitura, ouvimos São Pedro anunciar com coragem aquilo que é o centro da fé cristã: Jesus foi crucificado, mas Deus o ressuscitou. Este é o primeiro anúncio da Igreja, aquilo que chamamos de querigma. A Ressurreição não é apenas uma ideia ou um símbolo; é um acontecimento real que transformou a história e deu origem à missão da Igreja.
No Evangelho vemos as mulheres que foram ao sepulcro. Elas saem de lá com sentimentos misturados: temor e grande alegria. De repente, Jesus aparece e lhes dirige uma palavra que continua ecoando para todos nós: “Alegrai-vos!”. Ao encontrar o Ressuscitado, elas se prostram diante dele e recebem uma missão: anunciar aos discípulos que Ele está vivo.
Ao mesmo tempo, o Evangelho mostra outra atitude: a dos guardas e dos chefes do povo, que preferem negar a verdade e inventar uma mentira. Assim percebemos que a Ressurreição continua sendo um sinal de contradição: alguns acolhem a fé e se enchem de alegria; outros fecham o coração.
A verdadeira alegria cristã nasce do encontro com Cristo vivo. Como ensinava Tomás de Aquino, a alegria brota do amor: quando o amado está presente, o coração se alegra. Foi isso que aconteceu com aquelas mulheres que reencontraram o Senhor.
Aplicação Pastoral para a Vida
Também nós somos chamados a viver esta experiência. Muitas vezes enfrentamos dificuldades, medos e cruzes em nossa vida. Mas a Páscoa nos lembra que Deus é capaz de transformar a dor em esperança e a morte em vida.
Por isso, nesta semana pascal, somos convidados a três atitudes concretas:
• Cultivar a alegria da fé, lembrando que Cristo está vivo e caminha conosco.
• Não viver dominados pelo medo, porque o Ressuscitado nos diz: “Não tenhais medo”.
• Anunciar com a vida e com as palavras que Jesus vive, levando esperança às pessoas que encontramos.
Que nesta Oitava da Páscoa possamos renovar a nossa fé e deixar que a alegria do Ressuscitado transforme o nosso coração, para que também nós sejamos testemunhas da vida nova que Cristo nos trouxe.
Amém.
