Quarta-feira, São Carlos Borromeu, bispo, Memória 31ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do Dia 4/11/2026.

EvangelhoDoDia

Quarta-feira, São Carlos Borromeu, bispo, Memória 31ª Semana do Tempo Comum

A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes

Leitura do Dia

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

2,12-18

Meus queridos,
como sempre fostes obedientes,
não só em minha presença,
mas ainda mais agora na minha ausência,
trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor.

Pois é Deus que realiza em vós
tanto o querer como o fazer,
conforme o seu desígnio benevolente.

Fazei tudo sem reclamar ou murmurar,

para que sejais livres de repreensão e ambiguidade,
filhos de Deus sem defeito,
no meio desta geração depravada e pervertida,
na qual brilhais como os astros no universo.

Conservai com firmeza a palavra da vida.
Assim, no dia de Cristo,
terei a glória de não ter corrido em vão,
nem trabalhado inutilmente.

E ainda que eu seja oferecido em libação,

no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé,
fico feliz e alegro-me com todos vós.

Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo
e congratulai-vos comigo.

Evangelho do Dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

14,25-33

Naquele tempo,

grandes multidões acompanhavam Jesus.
Voltando-se, ele lhes disse:

“Se alguém vem a mim, 

mas não se desapega de seu pai e sua mãe, 

sua mulher e seus filhos,
seus irmãos e suas irmãs 

e até da sua própria vida,
não pode ser meu discípulo.

Quem não carrega sua cruz 

e não caminha atrás de mim,
não pode ser meu discípulo.

Com efeito: 

qual de vós, querendo construir uma torre,
não se senta primeiro e calcula os gastos,
para ver se tem o suficiente para terminar?
Caso contrário,

ele vai lançar o alicerce 

e não será capaz de acabar.
E todos os que virem isso 

começarão a caçoar, dizendo:

‘Este homem começou a construir
e não foi capaz de acabar!’

Ou ainda:
Qual o rei que ao sair para guerrear com outro,
não se senta primeiro e examina bem
se com dez mil homens poderá enfrentar o outro
que marcha contra ele com vinte mil?

Se ele vê que não pode,
enquanto o outro rei ainda está longe,
envia mensageiros para negociar as condições de paz.

Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós,
se não renunciar a tudo o que tem,
não pode ser meu discípulo!”

As palavras dos Papas

Jesus, no Evangelho, fala-nos de um projeto ao qual devemos aderir totalmente. Ele diz: «Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo» (Lc 14, 27); e ainda: «Qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo» (v. 33). Assim, convida-nos a aderir sem hesitação à aventura que Ele nos propõe, com a inteligência e a força que vêm do seu Espírito e que podemos acolher na medida em que nos despojamos de nós mesmos, das coisas e ideias às quais estamos apegados, para nos colocarmos à escuta da sua palavra. Muitos jovens, ao longo dos séculos, tiveram de enfrentar esta encruzilhada na vida. Pensemos em São Francisco de Assis (…) E quantos outros santos e santas poderíamos recordar! Às vezes, nós os retratamos como grandes personagens, esquecendo que tudo começou para eles quando, ainda jovens, responderam “sim” a Deus e se entregaram totalmente a Ele, sem guardar nada para si mesmos. Santo Agostinho conta, a este respeito, que, no «nó tão complicado e emaranhado» da sua vida, uma voz, no seu íntimo, lhe dizia: «Eu quero a ti». E assim Deus deu-lhe uma nova direção, um novo caminho, uma nova lógica, em que nada da sua existência se perdeu. (Papa Leão XIV, Homilia de 7 de setembro de 2025)