A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
2,5-11
Irmãos,
tende entre vós o mesmo sentimento
que existe em Cristo Jesus.
Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano,
humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte,
e morte de cruz.
Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
Assim, ao nome de Jesus,
todo o joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
e toda língua proclame :
“Jesus Cristo é o Senhor”
– para a glória de Deus Pai.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
14,15-24
Naquele tempo,
um homem que estava à mesa,
disse a Jesus:
“Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!”
Jesus respondeu:
“Um homem deu um grande banquete
e convidou muitas pessoas.
Na hora do banquete, mandou seu empregado
dizer aos convidados:
‘Vinde, pois tudo está pronto’.
Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas.
O primeiro disse:
‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo.
Peço-te que aceites minhas desculpas’.
Um outro disse:
‘Comprei cinco juntas de bois,
e vou experimentá-las.
Peço-te que aceites minhas desculpas’.
Um terceiro disse:
‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
O empregado voltou e contou tudo ao patrão.
Então o dono da casa ficou muito zangado
e disse ao empregado:
‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade.
Traze para cá os pobres,
os aleijados, os cegos e os coxos’.
O empregado disse:
‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito,
e ainda há lugar’.
O patrão disse ao empregado:
‘Sai pelas estradas e atalhos,
e obriga as pessoas a virem aqui,
para que minha casa fique cheia’.
Pois eu vos digo:
nenhum daqueles que foram convidados
provará do meu banquete'”.
As palavras dos Papas
Diante daquela gratuidade, daquela universalidade da festa, há aquela atitude que fecha o coração: “Eu não vou. Prefiro ficar sozinho, com as pessoas de quem eu gosto, fechado”. E este é o pecado; o pecado do povo de Israel, o pecado de todos nós. O fechamento. “Não, para mim isto é mais importante do que aquilo. Não, o meu”. Sempre o meu. (…)
E no caminho da vida, muitas vezes estaremos diante desta escolha, desta opção: ou a gratuidade do Senhor, ir ao encontro do Senhor, encontrar-me com o Senhor, ou fechar-me nas minhas coisas, no meu interesse. Por isso o Senhor, falando de um dos fechamentos, dizia que é muito difícil um rico entrar no reino dos céus. Mas há ricos bons, santos, que não são apegados à riqueza. No entanto, a maioria é apegada à riqueza, fechados. E por isso não podem entender o que é a festa. Mas têm a segurança das coisas que podem tocar. (…)
Pensemos nesta parábola que o Senhor nos dá hoje. Como vai a nossa vida? O que eu prefiro? Aceitar sempre o convite do Senhor ou fechar-me nas minhas coisas, nas minhas pequenezas? E peçamos ao Senhor a graça de aceitar sempre ir à Sua festa, que é gratuita. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 5 de novembro de 2019)
