A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios
5,21-33
Irmãos,
vós que temeis a Cristo,
sede solícitos uns para com os outros.
As mulheres sejam submissas aos seus maridos
como ao Senhor.
Pois o marido é a cabeça da mulher,
do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja,
ele, o Salvador do seu Corpo.
Mas como a Igreja é solícita por Cristo,
sejam as mulheres solícitas em tudo
pelos seus maridos.
Maridos, amai as vossas mulheres,
como o Cristo amou a Igreja
e se entregou por ela.
Ele quis assim torná-la santa,
purificando-a com o banho da água unida à Palavra.
Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida,
sem mancha nem ruga, nem defeito algum,
mas santa e irrepreensível.
Assim é que o marido deve amar a sua mulher,
como ao seu próprio corpo.
Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
Ninguém jamais odiou a sua própria carne.
Ao contrário,
alimenta-a e cerca-a de cuidados,
como o Cristo faz com a sua Igreja;
e nós somos membros do seu corpo!
Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe
e se unirá à sua mulher,
e os dois serão uma só carne.
Este mistério é grande,
e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja.
Em todo caso, cada um, no que lhe toca,
deve amar a sua mulher como a si mesmo;
e a mulher deve respeitar o seu marido.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
13,18-21
Naquele tempo,
Jesus dizia:
“A que é semelhante o Reino de Deus,
e com que poderei compará-lo?
Ele é como a semente de mostarda,
que um homem pega e atira no seu jardim.
A semente cresce, torna-se uma grande árvore,
e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”.
Jesus disse ainda:
“Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus?
Ele é como o fermento que uma mulher pega
e mistura com três porções de farinha,
até que tudo fique fermentado”.
As palavras dos Papas
Existe uma vida, uma nova possibilidade de vida e salvação que provém da fé, porque ela não só nos ajuda a resistir ao mal, perseverando no bem, mas transforma a nossa existência de tal forma que a torna um instrumento da salvação que Deus ainda hoje quer realizar no mundo. Trata-se, como nos diz Jesus no Evangelho, da força da mansidão: a fé não se impõe com os meios do poder e de forma extraordinária; basta que seja como um grão de mostarda para fazer coisas impensáveis (cf. Lc 17, 6), porque traz em si a força do amor de Deus que abre caminhos de salvação. É uma salvação que se realiza quando nos comprometemos pessoalmente e nos interessamos, com a compaixão do Evangelho, pelo sofrimento do próximo; é uma salvação que, silenciosa e aparentemente ineficaz, abre caminho através dos gestos e das palavras quotidianas, que se tornam como a pequena semente de que nos fala Jesus; é uma salvação que cresce lentamente quando nos tornamos “servos inúteis”, ou seja, quando nos colocamos ao serviço do Evangelho e dos irmãos sem procurar os nossos interesses, mas apenas para levar ao mundo o amor do Senhor. (Papa Leão XIV, Homilia no Jubileu do Mundo Missionário e Migrantes, 5 de outubro de 2025)
