Reflexão do Pároco de 28/7/2026

Reflexão do Pároco. Reflexão do Pároco.

XVII Semana do Tempo Comum – Terça-feira – Anos Pares
28 de julho de 2026


Resumo das Leituras
Na primeira leitura (Jr 14,17-22), o profeta Jeremias apresenta uma oração comovente em favor do povo. Mesmo reconhecendo os pecados de Israel, ele não acusa, mas intercede, confiando na fidelidade de Deus à sua Aliança. É a oração de quem sabe que a misericórdia divina é maior do que a infidelidade humana.
O Salmo Responsorial (Sl 78[79]) transforma o clamor do povo em uma súplica cheia de esperança: “Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!” Reconhecendo a própria fragilidade, o salmista implora o perdão dos pecados e a intervenção salvadora de Deus. O salmo recorda que a confiança não está nos méritos humanos, mas na compaixão e na misericórdia do Senhor, que jamais abandona aqueles que a Ele recorrem.
No Evangelho (Mt 13,36-43), Jesus explica a parábola do joio e do trigo. O bem e o mal convivem neste mundo, mas Deus, em sua infinita paciência, concede tempo para a conversão. Em vez de eliminar imediatamente o joio, o Senhor espera o tempo da colheita, oferecendo a todos a oportunidade de mudar de vida. No fim dos tempos, a justiça divina prevalecerá e os justos brilharão como o sol no Reino do Pai.


Mensagem Central
Deus chama os seus filhos a serem trigo no meio do mundo, perseverando na santidade, confiando na misericórdia divina e aguardando com esperança o dia em que a justiça de Deus triunfará definitivamente.


Homilia (2 minutos)
Meus irmãos e minhas irmãs,
a Palavra de Deus de hoje nos ensina duas atitudes fundamentais para a vida cristã: rezar pelos pecadores e perseverar no bem.
Jeremias não condena o povo de longe. Pelo contrário, sofre com ele e intercede diante de Deus. Mesmo reconhecendo os pecados de Israel, o profeta não perde a esperança. Ele sabe que Deus permanece fiel à sua Aliança. Também nós somos chamados a olhar para as feridas da humanidade não com espírito de julgamento, mas com compaixão, oração e desejo sincero de conversão.
No Evangelho, Jesus explica que o trigo e o joio crescem juntos até o tempo da colheita. Quantas vezes nos perguntamos por que Deus permite o mal! A resposta de Jesus revela a paciência divina. Deus espera porque deseja salvar. Dá tempo para que o pecador se arrependa e para que o justo amadureça na fé.
Essa parábola também nos convida a olhar para dentro de nós. Antes de procurar o joio na vida dos outros, precisamos identificar aquilo que ainda precisa ser convertido em nosso próprio coração. A santidade não consiste em apontar defeitos alheios, mas em permitir que Cristo faça crescer em nós o trigo da fé, da esperança e da caridade.
Ao aproximarmo-nos da Eucaristia, peçamos ao Senhor que fortaleça a nossa fidelidade. Que sejamos cristãos pacientes, misericordiosos e perseverantes, confiando que, no tempo de Deus, a verdade vencerá, o bem triunfará e, como promete Jesus, “os justos brilharão como o sol no Reino do Pai.” Amém.


Aplicações pastorais para a vida
• Rezemos pelos que erram, em vez de apenas criticá-los.
• Não desanimemos diante do mal que vemos no mundo; Deus continua conduzindo a história.
• Examinemos o nosso coração diariamente, permitindo que Deus arranque de nós o pecado antes de julgarmos os outros.
• Cultivemos a paciência e a esperança, lembrando que Deus trabalha silenciosamente em cada pessoa.
• Alimentemo-nos da Eucaristia, para permanecermos como trigo bom, produzindo frutos de santidade e amor.