A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas
5,18-25
Irmãos,
se sois conduzidos pelo Espírito,
então não estais sob o jugo da Lei.
São bem conhecidas as obras da carne:
fornicação, libertinagem, devassidão,
idolatria, feitiçaria, inimizades,
contendas, ciúmes, iras,
intrigas, discórdias, facções,
invejas, bebedeiras, orgias,
e coisas semelhantes a estas.
Eu vos previno, como aliás já o fiz:
os que praticam essas coisas
não herdarão o reino de Deus.
Porém, o fruto do Espírito é:
caridade, alegria, paz,
longanimidade, benignidade,
bondade, lealdade,
mansidão, continência.
Contra estas coisas não existe lei.
Os que pertencem a Jesus Cristo
crucificaram a carne
com suas paixões e seus maus desejos.
Se vivemos pelo Espírito,
procedamos também segundo o Espírito,
corretamente.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
11,42-46
Naquele tempo, disse o Senhor:
“Ai de vós, fariseus,
porque pagais o dízimo da hortelã,
da arruda e de todas as outras ervas,
mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus.
Vós deveríeis praticar isso,
sem deixar de lado aquilo.
Ai de vós, fariseus,
porque gostais do lugar de honra nas sinagogas,
e de serdes cumprimentados nas praças públicas.
Aí de vós,
porque sois como túmulos que não se veem,
sobre os quais os homens andam sem saber”.
Um mestre da Lei tomou a palavra e disse:
“Mestre, falando assim,
insultas-nos também a nós!”
Jesus respondeu:
“Ai de vós também, mestres da Lei,
porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis,
e vós mesmos não tocais nessas cargas,
nem com um só dedo”.
As palavras dos Papas
Essas pessoas, que eram “ideológicas” mais do que “dogmáticas”, “ideológicas”, reduziam a Lei, o dogma, a uma ideologia: “Deve-se fazer isto, isso e aquilo”… Uma religião de prescrições, e com isto tiravam a liberdade do Espírito. E as pessoas que os seguiam eram rígidas, pessoas que não se sentiam à-vontade, que não conheciam a alegria do Evangelho. A perfeição do caminho para seguir Jesus era a rigidez: “Há que fazer isto, isso, aquilo…”. Essas pessoas, esses doutores “manipulavam” as consciências dos fiéis, e ou tornavam-se rígidos… ou iam embora. (…) Onde há rigidez, não há Espírito de Deus, porque o Espírito de Deus é liberdade. E essas pessoas queriam dar passos, tirando a liberdade do Espírito de Deus e a gratuidade da redenção: “Para seres justificado, deves fazer isto, isso e aquilo…”. A justificação é gratuita. A morte e a ressurreição de Cristo são gratuitas. Não se pagam, não se compram: são um dom! (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 15 de maio de 2020)
