Terça-feira, 9ª Semana do Tempo Comum
A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Segunda Carta de São Pedro
3,12-15a.17-18
Caríssimos,
Esperais com anseio a vinda do Dia de Deus,
quando os céus em chama se vão derreter,
e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?
O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa,
são novos céus e uma nova terra,
onde habitará a justiça.
Caríssimos,
vivendo nesta esperança,
esforçai-vos para que ele vos encontre
numa vida pura e sem mancha e em paz.
Considerai também como salvação
a longanimidade de nosso Senhor.
Vós, portanto, bem-amados,
sabendo disto com antecedência, precavei-vos,
para não suceder que,
levados pelo engano destes ímpios,
percais a própria firmeza.
Antes procurai crescer na graça e no conhecimento
de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.
A ele seja dada a glória,
desde agora, até ao dia da eternidade. Amém.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
12,13-17
Naquele tempo,
as autoridades mandaram alguns fariseus
e alguns partidários de Herodes,
para apanharem Jesus em alguma palavra.
Quando chegaram, disseram a Jesus:
“Mestre, sabemos que tu és verdadeiro,
e não dás preferência a ninguém.
Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem,
mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus.
Dize-nos:
É lícito ou não pagar o imposto a César?
Devemos pagar ou não?”
Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu:
“Por que me tentais?
Trazei-me uma moeda para que eu a veja”.
Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou:
“De quem é a figura e a inscrição
que estão nessa moeda?”
Eles responderam:
“De César”.
Então Jesus disse:
“Dai, pois, a César o que é de César,
e a Deus o que é de Deus”.
E eles ficaram admirados com Jesus.
As palavras dos Papas
Da pergunta que lhe fazem os fariseus, Jesus extrai uma interrogação mais radical e vital para cada um de nós, uma pergunta que podemos fazer a nós mesmos: a quem pertenço? À família, à cidade, aos amigos, à escola, ao trabalho, à política, ao Estado? Sim, sem dúvida. Mas antes de tudo — recorda-nos Jesus — tu pertences a Deus. Esta é a pertença fundamental. Foi Ele que te deu tudo aquilo que és e que tens. Por conseguinte, podemos e devemos levar a nossa vida, dia após dia, no reconhecimento desta nossa pertença fundamental e na gratidão do coração ao nosso Pai, que cria cada um de nós singularmente, irrepetível, mas sempre segundo a imagem do seu amado Filho Jesus. É um mistério maravilhoso! O cristão é chamado a comprometer-se concretamente nas realidades humanas e sociais, sem opor “Deus” a “César”; contrapor Deus a César seria uma atitude fundamentalista. O cristão é chamado a empenhar-se concretamente nas realidades terrenas, mas iluminando-as com a luz que deriva de Deus. A confiança prioritária a Deus e a esperança nele não requerem uma fuga da realidade mas, ao contrário, um dar industriosamente a Deus aquilo que lhe pertence. É por isso que o crente olha para a realidade futura, a de Deus, a fim de levar a vida terrena em plenitude e enfrentar com coragem os seus desafios.
(Papa Francisco, Angelus de 22 de outubro de 2017)
