Solenidade da Ascensão do Senhor – Ano A
7º Domingo da Páscoa – 17 de Maio de 2026
Leituras do Dia com Breve Resumo
Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 1,1-11
São Lucas narra o momento em que Jesus, depois de ressuscitado, aparece aos discípulos durante quarenta dias, instruindo-os sobre o Reino de Deus. Antes de subir ao céu, promete a força do Espírito Santo e envia os discípulos em missão: serem suas testemunhas até os confins da terra. Enquanto Ele é elevado ao céu, os anjos perguntam: “Por que ficais aí olhando para o céu?”, convidando-os a sair da passividade e assumir a missão evangelizadora.
Salmo Responsorial: Salmo 46 (47)
“Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta!”
O salmo é um canto de alegria e exaltação, proclamando Deus como Rei de toda a terra. A Ascensão de Cristo é celebrada como sua glorificação e vitória definitiva.
Segunda Leitura: Efésios 1,17-23
São Paulo pede que Deus ilumine os corações dos fiéis para compreenderem a esperança da vocação cristã. Cristo ressuscitado foi exaltado acima de todo poder e autoridade e colocado como Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo. Nele está a plenitude da vida e da salvação.
Evangelho: Mateus 28,16-20
Jesus encontra os discípulos no monte da Galileia e lhes confia a grande missão: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Ele ordena que batizem e ensinem tudo o que Ele mandou. E encerra com a promessa que sustenta toda a Igreja: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo.”
Mensagem Central
A Solenidade da Ascensão do Senhor nos recorda que Jesus voltou glorioso para junto do Pai, levando consigo a nossa humanidade e abrindo para nós o caminho do céu. Ele não nos abandona, mas permanece presente na Igreja, na Palavra, na Eucaristia e no irmão que sofre.
Ao mesmo tempo, Ele nos confia uma missão: não ficar parados olhando para o céu, mas anunciar o Evangelho e continuar sua obra de amor e salvação no mundo. A Ascensão é, portanto, um chamado à esperança e ao compromisso missionário.
Homilia
Meus queridos irmãos e irmãs, hoje celebramos a grande Solenidade da Ascensão do Senhor, uma festa de esperança, missão e confiança. Jesus sobe ao céu, mas não nos abandona. Sua Ascensão não é uma despedida triste, mas o início de uma nova forma de presença. Ele não foi para longe; foi à nossa frente, abrindo para nós o caminho da eternidade.
A Ascensão revela que a nossa humanidade entrou na glória de Deus. Jesus levou consigo nossa carne, nossa história, nossas dores e esperanças. Aquele que nasceu em Belém, morreu na cruz e ressuscitou glorioso, agora está sentado à direita do Pai, intercedendo por nós. Por isso, esta festa também é nossa vitória. Onde está Cristo, nossa Cabeça, estaremos também nós, membros do seu Corpo.
Na primeira leitura, os anjos perguntam aos discípulos: “Homens da Galileia, por que ficais aí olhando para o céu?” Esta pergunta também é para nós. Jesus não quer discípulos parados, esperando milagres sem compromisso. Ele nos chama à ação. A fé cristã não é fuga do mundo, mas compromisso com ele. Não basta contemplar o céu; é preciso transformar a terra.
No Evangelho, Jesus entrega aos discípulos a missão de continuar sua obra: “Ide e fazei discípulos”. E isso é confiado a homens frágeis, imperfeitos e até duvidosos. Isso consola nosso coração, porque mostra que Deus não escolhe os perfeitos, mas fortalece aqueles que se colocam a serviço.
Nossa missão continua hoje: evangelizar, acolher, servir, perdoar, consolar e testemunhar. Somos chamados a levar Cristo ao mundo com nossa vida, com nossas palavras e com nosso testemunho.
E Jesus nos deixa uma promessa maravilhosa: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo.” Ele permanece conosco na Palavra, na Eucaristia, na Igreja, na oração e nos irmãos mais necessitados.
A Ascensão também nos prepara para Pentecostes. Jesus sobe ao Pai para enviar o Espírito Santo. É o Espírito que transforma o medo em coragem, a fraqueza em testemunho e a dúvida em fé viva.
Aplicação Pastoral para a Vida
Precisamos evitar uma fé acomodada, que apenas “olha para o céu” e esquece as necessidades do próximo. O cristão verdadeiro vive com os olhos voltados para Deus, mas com os pés firmes na realidade.
Somos chamados a ser discípulos missionários dentro da nossa casa, no trabalho, na comunidade e em toda parte. Evangelizar não é apenas falar de Jesus, mas viver como Jesus viveu: com amor, misericórdia, humildade e serviço.
Que nesta semana que nos conduz a Pentecostes, intensifiquemos nossa oração, nossa participação na Eucaristia e nossa abertura ao Espírito Santo.
Não fiquemos parados. É hora da missão.
Jesus subiu ao céu, mas continua conosco. E um dia, se formos fiéis, estaremos com Ele para sempre.
Amém.
