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Reflexão do Pároco de 7/5/2026

Reflexão do Pároco. Reflexão do Pároco.

Homilia – Quinta-feira da 5ª Semana da Páscoa
Tema: Permanecer no Amor para uma Alegria Plena
Leituras do Dia com Breve Resumo
Primeira Leitura: Atos 15, 7-21
Nesta leitura, acompanhamos o importante momento do Concílio de Jerusalém, quando os apóstolos discernem sobre a acolhida dos pagãos convertidos. São Pedro afirma que Deus não faz distinção entre as pessoas e que a salvação acontece pela graça de Jesus Cristo, e não pelo peso de antigas prescrições da Lei. A Igreja compreende que a fé deve ser caminho de liberdade, comunhão e misericórdia, e não de fardos desnecessários.
Responsório: Sl 95(96),1-2a.2b-3.10 (R. cf. 3)
O salmo nos convida a cantar ao Senhor um cântico novo, proclamando entre os povos as suas maravilhas. É um chamado à evangelização e ao testemunho alegre da fé. Quem experimenta a salvação de Deus não pode guardar isso para si, mas anuncia com alegria que o Senhor reina e governa o mundo com justiça.
Evangelho: João 15, 9-11
Jesus revela aos discípulos a profundidade do seu amor: “Como o Pai me amou, assim também eu vos amei”. Ele convida todos a permanecer no seu amor, guardando seus mandamentos. Essa permanência não é algo superficial, mas uma comunhão profunda com Cristo. O fruto dessa fidelidade é a alegria completa, uma alegria que nasce da presença viva de Deus no coração.


Mensagem Central da Liturgia
A liturgia de hoje nos ensina que a verdadeira vida cristã consiste em permanecer no amor de Cristo, vivendo na graça, na obediência amorosa e na comunhão com a Igreja. Não somos salvos por um peso de regras, mas pela graça que transforma o coração. Quem permanece unido a Jesus encontra a verdadeira alegria, paz e liberdade interior.


Homilia (Texto Pastoral – cerca de 2 minutos)
Meus irmãos e irmãs, nesta quinta-feira da quinta semana da Páscoa, a Palavra de Deus nos convida a refletir sobre uma verdade fundamental da nossa fé: permanecer no amor de Cristo. Jesus nos diz com ternura e firmeza: “Permanecei no meu amor”. Esta não é apenas uma recomendação, mas um caminho de vida e de salvação.
Na primeira leitura, vemos a Igreja reunida no Concílio de Jerusalém, discernindo como acolher aqueles que chegavam à fé. Pedro recorda que Deus conhece os corações e concede o Espírito Santo a todos, sem distinção. A grande lição é clara: a salvação não vem do peso das leis humanas, mas da graça de Jesus Cristo. A fé não deve aprisionar, mas libertar; não deve afastar, mas unir.
No Evangelho, Jesus revela que o amor que Ele tem por nós nasce do próprio amor do Pai. É um amor divino, fiel e eterno. Permanecer nesse amor significa guardar seus mandamentos, não como obrigação pesada, mas como resposta de quem ama. Quem ama, permanece; quem permanece, frutifica.
E o fruto mais bonito dessa permanência é a alegria completa. Não uma alegria superficial, dependente das circunstâncias, mas uma paz profunda que permanece mesmo nas lutas da vida. Quem vive unido a Cristo encontra serenidade, esperança e força para continuar.


Aplicação Pastoral para a Vida
Hoje somos convidados a perguntar: como está minha ligação com Cristo? Tenho permanecido na oração, na Eucaristia, na Palavra e na Confissão? Ou tenho permitido que o desânimo e a correria me afastem da Videira verdadeira?
Também somos chamados a não impor pesos aos outros, mas a sermos sinais de acolhida, misericórdia e unidade. O cristão verdadeiro não fecha portas, mas abre caminhos de esperança.
Peçamos à Virgem Maria, modelo de fidelidade, que nos ensine a permanecer no amor do seu Filho. Que possamos viver unidos a Cristo e produzir frutos de amor, paz e alegria, para que nossa vida seja um testemunho vivo da Ressurreição.
Amém.