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Reflexão do Pároco de 10/3/2026

Reflexão do Pároco. Reflexão do Pároco.

TERÇA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA
10 de Março de 2026


Leituras do Dia com Resumo
Primeira Leitura – Daniel 3,25.34-43
A oração de Azarias é feita no meio de uma grande provação. O povo de Israel está humilhado e sofre as consequências de seus pecados. Mesmo assim, Azarias não perde a confiança em Deus. Ele reconhece as faltas do povo e apresenta ao Senhor um coração contrito e humilde, que é o sacrifício que mais agrada a Deus. No sofrimento, o povo redescobre que Deus continua fiel às suas promessas e que sua misericórdia é maior que qualquer pecado. A oração transforma-se, assim, em esperança e louvor.

Responsório – Salmo 24(25),4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 6a)
O salmo é uma súplica confiante à misericórdia de Deus. O salmista pede que o Senhor lhe mostre seus caminhos e recorde a sua compaixão e bondade. Reconhecendo a própria fragilidade, ele confia que Deus guia os humildes e conduz os pecadores pelo caminho da verdade.

Evangelho – Mateus 18,21-35
Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar o irmão que peca contra ele. Pensando ser generoso, sugere até sete vezes. Jesus, porém, responde que é preciso perdoar “setenta vezes sete”, ou seja, sem limites. Para explicar isso, Jesus conta a parábola do servo que foi perdoado de uma enorme dívida pelo seu senhor, mas depois se recusou a perdoar uma pequena dívida de um companheiro. A parábola ensina que quem recebe a misericórdia de Deus deve também praticar a misericórdia com os outros.


Mensagem Central
A Palavra de Deus nos ensina que o perdão recebido de Deus deve transformar o nosso coração e tornar-nos capazes de perdoar os irmãos. Quem experimenta a misericórdia divina é chamado a viver essa mesma misericórdia nas relações com os outros.


Homilia (Texto Pastoral – cerca de 2 minutos)
Caros irmãos e irmãs,
A Palavra de Deus de hoje fala sobre a misericórdia e o perdão.
Na primeira leitura, encontramos Azarias rezando no meio da provação. O povo vive um momento de sofrimento e humilhação, mas ele não perde a esperança. Pelo contrário, reconhece os pecados do povo e apresenta a Deus um coração humilde e arrependido. Essa atitude nos recorda que, mesmo nas dificuldades da vida, podemos sempre voltar para Deus, porque Ele é rico em misericórdia.
No Evangelho, Pedro pergunta a Jesus: “Quantas vezes devo perdoar?” Talvez Pedro pensasse que sete vezes já fosse um grande gesto de generosidade. Mas Jesus vai muito além e responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Ou seja, o perdão cristão não tem limites.
Jesus conta então a parábola de um servo que foi perdoado de uma dívida enorme. No entanto, ao encontrar um companheiro que lhe devia muito pouco, ele se recusou a perdoá-lo. Com isso, Jesus nos ensina algo muito importante: Deus nos perdoa sempre, mas espera que nós também saibamos perdoar os outros.
Muitas vezes pedimos a Deus misericórdia para os nossos pecados, mas temos dificuldade em perdoar as pequenas ofensas que recebemos. Quando guardamos mágoa ou ressentimento, o nosso coração se fecha e perdemos a paz.
Por isso, irmãos e irmãs, perdoar é um caminho de libertação. Quem perdoa não apenas faz o bem ao outro, mas também liberta o próprio coração.
Nesta caminhada quaresmal, o Senhor nos convida a olhar para dentro de nós mesmos e perguntar: há alguém que eu preciso perdoar? Talvez na família, no trabalho ou na comunidade.
Se acolhermos a misericórdia de Deus e aprendermos a perdoar, estaremos vivendo verdadeiramente o Evangelho.


Aplicação Pastoral para a Vida
•⁠ ⁠Cultivar um coração humilde diante de Deus, reconhecendo nossas faltas e confiando na sua misericórdia.
•⁠ ⁠Praticar o perdão no dia a dia, especialmente nas pequenas situações da vida familiar e comunitária.
•⁠ ⁠Evitar guardar ressentimentos, lembrando que quem perdoa encontra paz e liberdade interior.
•⁠ ⁠Imitar a misericórdia de Deus, tornando-nos sinais de reconciliação e de amor no mundo.
Que o Senhor nos conceda nesta Quaresma um coração reconciliado com Deus e misericordioso com os irmãos. Amém.