Tempo do Natal – Quinta-feira depois da Epifania
8 de janeiro de 2026
Primeira Leitura: 1 João 4,19 – 5,4
Resumo:
São João recorda que a origem de todo amor está em Deus: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro”. O amor a Deus não pode ser separado do amor aos irmãos; quem diz amar a Deus, mas não ama o próximo, vive uma contradição. A fé em Jesus Cristo, Filho de Deus, gera uma vida nova, marcada pelo amor concreto e pela fidelidade aos mandamentos. É essa fé, vivida no amor, que permite ao cristão vencer o mundo, isto é, tudo o que se opõe ao projeto de Deus.
Salmo Responsorial (Sl 71/72)
Resumo:
O salmo apresenta o Messias como rei justo e pacificador, que defende os pobres, socorre os necessitados e traz salvação a todos os povos. É um cântico que expressa a esperança de um mundo renovado pela justiça e pela misericórdia de Deus.
Evangelho: Lucas 4,14-22a
Resumo:
Jesus, cheio da força do Espírito Santo, inicia sua missão na Galileia. Na sinagoga de Nazaré, proclama o texto de Isaías e o aplica a si mesmo, afirmando: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura”. Ele se revela como o Messias enviado para anunciar a Boa-Nova aos pobres, libertar os oprimidos e inaugurar um tempo de graça. O povo se admira de suas palavras, reconhecendo nelas autoridade e esperança.
Mensagem Central
À luz do Natal e da Epifania, a liturgia nos ensina que o amor de Deus, revelado em Jesus, pede uma resposta concreta de fé e caridade. Cristo é o Ungido que inaugura o tempo da graça e da libertação; quem crê n’Ele é chamado a viver esse amor no cotidiano, especialmente no cuidado com os irmãos mais frágeis, tornando-se sinal vivo do Reino de Deus no mundo.
Homilia
Resumo da homilia – 2 minutos
Irmãos e irmãs, ainda iluminados pela luz da Epifania, a Palavra de Deus hoje nos recorda a mensagem central da nossa fé cristã: Deus nos amou primeiro, e esse amor pede resposta concreta. São João é claro: não podemos dizer que amamos a Deus se fechamos o coração aos irmãos. O amor a Deus torna-se visível no amor vivido, partilhado e praticado no dia a dia, especialmente com quem mais sofre. Fé e amor caminham juntos; é essa união que nos faz vencer o egoísmo, a injustiça e tudo o que se opõe a Cristo.
No Evangelho, Jesus inicia sua missão em Nazaré e proclama: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura”. Na sinagoga de Nazaré, Jesus lê e interpreta Is 61, 1-2, aplicando o texto à sua pessoa, e fazendo dele o texto programático da sua ação como Messias. Com Ele começa, de facto, o ano jubilar (cf. Lv 25, 10); com Ele desceu o Espírito de Deus sobre a terra, que traz a salvação a humanidade: “Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir” (v. 21). Ele se apresenta como o Ungido do Espírito, enviado para anunciar a Boa-Nova aos pobres, libertar os oprimidos, devolver a vista aos cegos e inaugurar um tempo de graça. Esse “hoje” não ficou no passado: continua vivo na Igreja e na vida de cada batizado.
A Palavra nos convida a não ficarmos apenas na admiração, mas a passar à ação. Assim como Cristo foi ungido pelo Espírito, também nós fomos ungidos no Batismo para amar como Ele amou e ser sinais de libertação e misericórdia. Viver o Natal é deixar que o amor de Deus se traduza em gestos concretos, tornando-nos testemunhas vivas do Reino, levando esperança, justiça e paz a todos.
