VI Semana – Terça-feira – Tempo Comum | 17 de Fevereiro de 2026
Leituras do Dia com Resumo
Primeira Leitura – Tiago 1,12-18
Na carta de São Tiago, aprendemos que Deus não é autor da tentação, pois o mal nasce da inclinação desordenada do coração humano. O pecado, quando alimentado, gera morte espiritual. Em contraste, o apóstolo proclama que todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, e que fomos gerados pela Palavra da verdade para sermos primícias da nova criação.
Salmo Responsorial – Sl 93(94)
O salmo proclama a bem-aventurança daquele que Deus corrige e instrui. A disciplina do Senhor não é castigo destrutivo, mas caminho de sabedoria, pois Ele nunca abandona o seu povo e sustenta quem nele confia, consolando o coração aflito.
Evangelho – Marcos 8,14-21
No Evangelho segundo São Marcos, os discípulos se preocupam com a falta de pão, mesmo estando na barca com Jesus Cristo. O Senhor os adverte contra o fermento dos fariseus e de Herodes Antipas — símbolo do orgulho, da incredulidade e da busca de poder — e denuncia a dureza do coração, incapaz de compreender os sinais de Deus apesar dos milagres já vividos.
Mensagem Central
Deus é fonte de todo bem, mas o coração humano precisa converter-se para reconhecer Sua ação. A tentação nasce dentro de nós, e a incredulidade cresce quando esquecemos as obras que o Senhor já realizou em nossa vida.
Homilia (texto pastoral)
Irmãos e irmãs, a Palavra de hoje nos chama a olhar para dentro de nós mesmos. Muitas vezes pensamos que as dificuldades vêm de Deus, mas a Escritura é clara: Deus não tenta ninguém. Ele é luz, bondade e graça. O mal começa quando deixamos que desejos egoístas guiem nossas decisões. Por isso, a vigilância espiritual é necessária todos os dias.
No Evangelho, vemos os discípulos inquietos porque falta pão. É impressionante: eles estão com Jesus e ainda assim têm medo. Esse é o drama do coração endurecido — ver milagres e continuar inseguro. Quantas vezes também nós agimos assim? Preocupamo-nos com o que falta e esquecemos Quem está conosco.
Jesus pede que recordem os sinais já vividos. A memória da ação de Deus fortalece a fé. Foi assim com São Pedro, que passou da incompreensão à profissão de fé. Recordar os milagres de Deus em nossa história é remédio contra a incredulidade.
Aplicação Pastoral para a Vida
• Examine o coração: identifique as inclinações que o afastam de Deus.
• Cultive memória espiritual: recorde graças já recebidas.
• Evite o “fermento” do mundo: orgulho, poder e aparência sufocam a fé.
• Confie na presença de Cristo: quem está com Ele nunca está sem o pão essencial.
Conclusão:
Não nos falte o pão da fé. Quem tem Cristo na barca da vida possui tudo, porque o único pão que sacia a alma é o próprio Senhor.
