Reflexão do Pároco de 14/1/2026

Reflexão do Pároco. Reflexão do Pároco.

I Semana – Quarta-feira – Tempo Comum – Anos Pares
14 de janeiro de 2026
Primeira Leitura – 1 Samuel 3,1-10.19-20
Deus chama o jovem Samuel durante a noite. Sem ainda reconhecer a voz do Senhor, Samuel precisa da orientação de Eli para discernir o chamamento. Quando responde com disponibilidade – “Fala, Senhor, o teu servo escuta” –, inicia-se a sua missão profética. O texto destaca a importância da escuta, do discernimento e da abertura do coração à Palavra de Deus.
Salmo Responsorial – Sl 39(40),2.5.7-10
O salmo expressa a atitude do crente que confia no Senhor e se dispõe a cumprir a sua vontade. Mais do que sacrifícios exteriores, Deus deseja um coração obediente e atento à sua Palavra: “Eis que venho, Senhor, para fazer a vossa vontade”.
Evangelho – Marcos 1,29-39
Jesus cura a sogra de Simão Pedro, levantando-a da doença, e ela imediatamente se põe a servir. Depois, Jesus cura muitos doentes, mas retira-se para rezar em silêncio. Da oração nasce a decisão de continuar a missão em outros lugares, mostrando que a vida de Jesus une intimamente oração, serviço e anúncio do Reino de Deus.


Mensagem Central
Deus continua a chamar, a curar e a enviar: escutar a sua voz, deixar-se levantar por Cristo e viver em atitude de serviço é o caminho do verdadeiro discípulo.


Síntese Final
A liturgia de hoje apresenta um dinamismo claro da vida cristã: escuta, encontro e missão. Samuel ensina-nos a importância de aprender a reconhecer a voz de Deus; a sogra de Pedro mostra que quem é tocado por Jesus se levanta para servir; e o próprio Cristo revela que a missão só permanece fiel quando nasce da oração e da comunhão com o Pai.


Homilia
Irmãos e irmãs, a Palavra de Deus desta quarta-feira da I Semana do Tempo Comum convida-nos a escutar e a servir. Na primeira leitura, o jovem Samuel é chamado por Deus no silêncio da noite. Ele não reconhece logo a voz do Senhor e precisa da ajuda de Eli. Isto lembra-nos que Deus continua a falar hoje, mas é preciso silêncio interior, paciência e abertura para aprender a reconhecer a sua voz. Quando Samuel responde: “Fala, Senhor, o teu servo escuta”, inicia-se uma vida inteiramente disponível para Deus.
No Evangelho, Jesus entra na casa de Simão, aproxima-se da sogra doente, toma-a pela mão, levanta-a e cura-a. Este gesto simples revela um Deus próximo, que toca as nossas fragilidades e nos levanta. A cura não fica apenas no benefício pessoal: a mulher, liberta, põe-se a servir. Assim acontece também connosco: quem se deixa curar por Jesus é chamado a transformar a própria vida em serviço aos irmãos.
Depois de um dia intenso de missão, Jesus retira-se para rezar. Ensina-nos que a força da ação nasce da oração e da escuta do Pai. A liturgia de hoje recorda-nos, portanto, que a vida cristã se constrói na escuta de Deus, na experiência da sua cura e na disponibilidade para servir. Se soubermos escutar o Senhor, deixar-nos levantar por Ele e viver em atitude de serviço, a nossa vida tornar-se-á sinal vivo do Reino de Deus no meio do mundo.