Reflexão 4/1/2026

Reflexão do Pároco. Reflexão do Pároco.

Solenidade da Epifania do Senhor – Ano A
4 de janeiro de 2026
Leituras:
•⁠ ⁠Is 60,1-6: O profeta anuncia que a luz do Senhor brilha sobre Jerusalém e atrai povos e nações. Das trevas surge a glória de Deus, que reúne todos e transforma a cidade em sinal de esperança para o mundo. Ouro e incenso simbolizam a adoração das nações ao Deus verdadeiro.
•⁠ ⁠Sl 71 (72): O salmo proclama o Rei justo que governa com paz e retidão. Todas as nações o servirão, e os reis da terra lhe oferecerão dons. É um cântico que antecipa a universalidade do Reino de Deus.
•⁠ ⁠Ef 3,2-3a.5-6: São Paulo revela o mistério agora manifestado: os pagãos são coerdeiros, membros do mesmo corpo e participantes da mesma promessa em Cristo Jesus. A salvação é para todos, sem distinção.
•⁠ ⁠Mt 2,1-12: Os Magos do Oriente, guiados pela estrela, encontram o Menino Jesus, adoram-no e oferecem ouro, incenso e mirra. Eles representam todos os povos que reconhecem em Jesus o Salvador. Após o encontro com Cristo, voltam por outro caminho, sinal de uma vida transformada.
Mensagem Central:
Na Epifania, celebramos Jesus como luz para todas as nações. Quem se deixa guiar por essa luz encontra o Salvador, adora-o com o coração e volta transformado, seguindo um novo caminho de fé, conversão e missão.


Homilia
Irmãos e irmãs, hoje a Igreja celebra com alegria a Solenidade da Epifania do Senhor, a manifestação de Jesus como luz para todos os povos. O Menino que contemplamos no presépio não pertence a um grupo fechado; Ele é dom de Deus para toda a humanidade. Sua luz brilha na noite do mundo e continua a atrair corações que buscam sentido, verdade e salvação.
A primeira leitura, do profeta Isaías, anuncia que a luz do Senhor resplandece sobre Jerusalém e atrai povos de toda a terra. É uma imagem cheia de esperança: mesmo depois das trevas do exílio, Deus não abandona o seu povo, mas o transforma em sinal de luz para as nações. Essa promessa se cumpre plenamente no Evangelho de hoje.
No Evangelho, os Magos vêm do Oriente guiados por uma estrela. Eles representam todos aqueles que, mesmo não conhecendo plenamente a Deus, se colocam a caminho com o coração aberto. Diferente de Herodes, fechado em seu poder e em seus medos, os Magos sabem escutar os sinais de Deus, acolher a Palavra e seguir adiante. Quando encontram o Menino, prostram-se em adoração e oferecem seus dons: ouro, incenso e mirra, reconhecendo Jesus como Rei, Deus e Salvador.
A segunda leitura, de São Paulo, recorda-nos que este é o grande mistério revelado: em Cristo, judeus e pagãos são chamados a formar um só povo, uma só família. Ninguém fica de fora da salvação; todos são convidados a caminhar na luz de Cristo.
Celebrar a Epifania é perguntar-nos: qual estrela estamos seguindo? A estrela da Palavra de Deus, dos sacramentos, da fé vivida na Igreja, ou outras luzes falsas que prometem muito, mas não conduzem à vida? Como os Magos, somos chamados a deixar-nos iluminar por Cristo e, depois do encontro com Ele, voltar por outro caminho, o caminho da conversão, da fé e do amor.
Que a luz de Cristo brilhe em nossas vidas e nos faça capazes de conduzir outros ao encontro do Senhor. Assim seja.