A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios
9,6-10
Irmãos,
“Quem semeia pouco colherá também pouco
e quem semeia com largueza
colherá também com largueza”.
Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração,
sem pesar nem constrangimento;
pois Deus “ama quem dá com alegria”.
Deus é poderoso para vos cumular
de toda sorte de graças,
para que, em tudo, tenhais sempre o necessário
e ainda tenhais de sobra para toda obra boa,
como está escrito:
“Distribuiu generosamente, deu aos pobres;
a sua justiça permanece para sempre”.
Aquele que dá a semente ao semeador
e lhe dará o pão como alimento,
ele mesmo multiplicará as vossas sementes
e aumentará os frutos da vossa justiça.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
12,24-26
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
“Em verdade, em verdade vos digo:
Se o grão de trigo que cai na terra
não morre,
ele continua só um grão de trigo;
mas se morre,
então produz muito fruto.
Quem se apega à sua vida,
perde-a;
mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo
conservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém me quer servir,
siga-me,
e onde eu estou
estará também o meu servo.
Se alguém me serve,
meu Pai o honrará”.
As palavras dos Papas
Cristo é o servo sofredor de que fala o profeta Isaías (cf. Is 52, 13-15), que se entregou a si mesmo em resgate por muitos (cf. Mt 20, 28). Ele exorta os seus discípulos, cada um de nós, a tomar todos os dias a cruz que nos é própria e segui-lo pelo caminho do amor total a Deus Pai e à humanidade: “Quem não tomar a sua cruz para me seguir – diz-nos – não é digno de mim. Aquele que procura conservar a vida para si mesmo, perdê-la-á; mas aquele que perder a sua vida por causa de mim, salvá-la-á” (Mt 10, 38-39). O próprio Jesus “é o grão de trigo que veio de Deus, o grão de trigo divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, romper na morte e, precisamente através disto, abre-se e desta maneira pode dar fruto na vastidão do mundo” (Bento XVI Visita à Igreja luterana de Roma, 14 de Março de 2010). O mártir segue o Senhor até ao fim, aceitando livremente de morrer para a salvação do mundo, numa prova suprema de fé e de amor (cf. Lumen gentium, 42). É a lógica do grão de trigo que morre para brotar e dar vida. (cf. Jo 12, 24). O próprio Jesus “é o grão de trigo que veio de Deus, o grão de trigo divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, romper na morte e, precisamente através disto, abre-se e desta maneira pode dar fruto na vastidão do mundo” (…) Provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído da chamada divina à santidade, a viver a medida alta da existência cristã, e isto exige que tomemos todos os dias a cruz sobre nós mesmos. Todos nós, sobretudo no nosso tempo, em que parecem prevalecer o egoísmo e o individualismo, temos o dever de assumir como compromisso primário e fundamental, o de crescer cada dia num amor maior a Deus e aos irmãos, para mudar a nossa vida e assim transformar também a vida do nosso mundo. Por intercessão dos Santos e dos Mártires, peçamos ao Senhor que inflame o nosso coração, para sermos capazes de amar como Ele amou cada um de nós. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 11 de agosto de 2010)
