A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Leitura do Dia
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios
4,1-7.11-13
Irmãos,
eu, prisioneiro no Senhor,
vos exorto a caminhardes
de acordo com a vocação que recebestes:
Com toda a humildade e mansidão,
suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor.
Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito
pelo vínculo da paz.
Há um só Corpo e um só Espírito,
como também é uma só a esperança
à qual fostes chamados.
Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos,
age por meio de todos e permanece em todos.
Cada um de nós recebeu a graça
na medida em que Cristo lha deu.
E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos,
outros como profetas,
outros ainda como evangelistas,
outros, enfim, como pastores e mestres.
Assim, ele capacitou os santos para o ministério,
para edificar o corpo de Cristo,
até que cheguemos todos juntos à unidade da fé
e do conhecimento do Filho de Deus,
ao estado do homem perfeito
e à estatura de Cristo em sua plenitude.
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
9,9-13
Naquele tempo,
Jesus viu um homem chamado Mateus,
sentado na coletoria de impostos,
e disse-lhe:
“Segue-me!”
Ele se levantou e seguiu a Jesus.
Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,
vieram muitos cobradores de impostos e pecadores
e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:
“Por que vosso mestre
come com os cobradores de impostos e pecadores?”
Jesus ouviu a pergunta e respondeu:
“Aqueles que têm saúde não precisam de médico,
mas sim os doentes.
Aprendei, pois, o que significa:
‘Quero misericórdia e não sacrifício’.
De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.
As palavras dos Papas
“Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais que os holocaustos” (Os 6, 6). Trata-se de uma palavra-chave, uma daquelas que se introduzem no coração da Sagrada Escritura. O contexto, no qual Jesus a utiliza, é a vocação de Mateus, cuja profissão é “publicano”, ou seja cobrador de impostos da parte das autoridades imperiais romanas: por isso mesmo, ele era considerado pelos judeus um pecador público. Chamando-o precisamente quando estava sentado no banco dos impostos, esta cena foi bem ilustrada através de um celebérrimo quadro de Caravaggio, Jesus apresentou-se na sua casa com os discípulos e pôs-se à mesa com outros publicanos. Aos fariseus escandalizados responde: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. (…) Porque não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9, 12-13). O evangelista Mateus, sempre atento ao elo entre o Antigo e o Novo Testamento, a este ponto põe na boca de Jesus a profecia de Oseias: “Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’”. Esta palavra de Deus chegou-nos, através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã: a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo. Isto é o que dá valor ao culto e à prática dos preceitos. (Papa Bento XVI, Angelus de 8 de junho de 2008)
